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13 de setembro de 2013

12 de setembro de 2013

EMEB VALENTIN BERNARDI - Minha turminha de 1º ano

EMEB VALENTIN BERNARDI: TURMA 1T1: Trabalho realizado com a turma 1T1, sobre os tipos de moradias e o nosso endereço, através do texto extraído da apostila "Qual é o nosso endereço?".
Confecção da casa própria com palitos de picolé.

15 de agosto de 2013

Trava-línguas

Podemos definir os trava línguas como frases folclóricas criadas pelo povo com objetivo lúdico (brincadeira). Apresentam-se como um desafio de pronúncia, ou seja, uma pessoa passa uma frase díficil para um outro indíviduo falar. Estas frases tornam-se difíceis, pois possuem muitas sílabas parecidas (exigem movimentos repetidos da língua) e devem ser faladas rapidamente. Estes trava línguas já fazem parte do folclore brasileiro, porém estão presentes mais nas regiões do interior brasileiro.


Exemplos de Trava Línguas (devem ser falados rapidamente sem pausas)

- Pedro tem o peito preto, O peito de Pedro é preto; Quem disser que o peito de Pedro é preto, Tem o peito mais preto que o peito de Pedro.

- A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.

- Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.

- Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e três dos quadros três. Os três quadros que não são quadrados, são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.

- Chupa cana chupador de cana na cama chupa cana chuta cama cai no chão.

- Pinga a pipa Dentro do prato Pia o pinto e mia o gato.

- Olha o sapo dentro do saco. O saco com o sapo dentro. O sapo batendo papo. E o papo soltando vento.

- Pedro Pedroca é prestativo e presta serviços na pedreira.

- Três dragões graduados e trinta brincos trincados.

- Porco crespo e toco preto. Toco preto e porco crespo.

- O rato roeu a roupa do rei de Roma.

- Pinga a pia apara o prato, pia o pinto e mia o gato.

- O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.

- Quico quer quaqui. Que quaqui que o Quico quer? O Quico quer qualquer quaqui.

-Três pratos de trigo para três tigres tristes.

- Luzia lustrava o lustre listrado, o lustre listrado luzia.

- Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.

- Fala, arara loura. A arara loura falará.

- Se o Arcebispo-Bispo de Constantinopla a quisesse desconstantinoplizar, não haveria desconstantinoplizador que a desconstantinopllizasse desconstantinoplizadoramente.

- Pilha de palha e telha velha. Palha na pilha e velha telha. Pilha de telha e palha velha.

- Atrás da pia tem um prato, um pinto e um gato. Pinga a pia, para o prato, pia o pinto e mia o gato.

- A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...

- "O tempo perguntou ao tempo, quando tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo, que não tinha tempo, de ver quanto tempo, o tempo tem."

- O Tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem, o Tempo respondeu pro tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.





Maria-Mole é molenga, se não é molenga,
Não é Maria-Mole. É coisa malemolente,
Nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole.

Conseguiu?

Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.

Conseguiu?

O sabiá não sabia.
Que o sábio sabia.
Que o sabiá não sabia assobiar.

Conseguiu?

O doce perguntou pro doce
Qual é o doce mais doce
Que o doce de batata-doce.
O doce respondeu pro doce
Que o doce mais doce que
O doce de batata-doce
É o doce de doce de batata-doce.

Conseguiu?

Olha o sapo dentro do saco
O saco com o sapo dentro,
O sapo batendo papo
E o papo soltando o vento.

Conseguiu?

A lontra prendeu a
Tromba do monstro de pedra
E a prenda de prata
De Pedro, o pedreiro.

Conseguiu?

Disseram que na minha rua
Tem paralelepípedo feito
De paralelogramos.
Seis paralelogramos
Tem um paralelepípedo.
Mil paralelepípedos
Tem uma paralelepípedovia.
Uma paralelepípedovia
Tem mil paralelogramos.
Então uma paralelepípedovia
É uma paralelogramolândia?

Conseguiu?

Lalá, Lelé e Lili
E suas filhas,
Lalalá, Lelelé e Lilili
E suas netas
Lalelá, Lelalé e LeLali
E suas bisnetas
Lilelá, Lalilé e Lelali
E suas tataranetas
Laleli, Lilalé e Lelilá
cantavam em coro
LALALALALALALALÁ.

Conseguiu?

A aranha arranha a rã.
A rã arranha a aranha.
Nem a aranha arranha a rã.
Nem a rã arranha a aranha.

Conseguiu?

Não confunda
Ornitorrinco com
Otorrinolaringologista,
Ornitorrinco com ornitologista,
Ornitologista com
Otorrinolaringologista,
Porque ornitorrinco
É ornitorrinco,
Ornitologista é ornitologista
E otorrinolaringologista é
Otorrinolaringologista.

Conseguiu?

Larga a tia, largatixa!
Lagartixa, larga a tia!
Só no dia que sua tia
Chamar largatixa
de lagartinha!

Conseguiu?

Cinco bicas, cinco pipas, cinco bombas.
Tira da boca da bica, bota na boca da bomba.

Conseguiu?

Bote a bota no bote e tire o pote do bote.

Conseguiu?

Quem a paca cara compra, paca cara pagará.


Conseguiu?

O peito do pé de Pedro é preto.

Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto,

tem o peito do pé mais preto do que o peito do pé de Pedro.


Conseguiu?

O rato roeu a roupa do rei do Roma.
Rainha raivosa rasgou o resto.

Conseguiu?

Se cada um vai a casa de cada um
é porque cada um quer que cada um lá vá.
Porque se cada um não fosse a casa de cada um
é porque cada um não queria que cada um fôsse lá.


Conseguiu?

Lá de trás de minha casa
Tem um pé de umbu butando
Umbu verde, umbu maduro,
Umbu seco, umbu secando.

do filme "Central do Brasil"

Conseguiu?

Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos,
quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.

Conseguiu?

Três tigres tristes para três pratos de trigo.
Três pratos de trigo para três tigres tristes.


Conseguiu?

Em um ninho de mafagafos haviam sete mafagafinhos;
quem amafagafar mais mafagafinhos, bom amagafanhador será.


Conseguiu?

O tempo perguntou pro tempo
quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu pro tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.

Conseguiu?

Gato escondido com rabo de fora
tá mais escondido que rabo escondido
com gato de fora.

Conseguiu?

Se o bispo de Constantinopla

a quisesse desconstantinoplatanilizar

não haveria desconstantinoplatanilizador

que a desconstantinoplatanilizaria

desconstantinoplatanilizadoramente.

Conseguiu?

La vem o velho Felix com o fole velho nas costas.

Tanto fede o velho Felix, quanto o fole velho nas costas do velho Felix, fede

Conseguiu?

Casa suja, chão sujo

Conseguiu?

Se a liga me ligasse, eu também ligava a liga.

Mais a liga não me liga, eu também não ligo a liga

Conseguiu?

Se o papa papasse papa

Se o papa papasse pão,

Se o papa tudo papasse

Seria um papa -papão

Conseguiu?

Tres prato de trigo para tres tigres tristes!

Conseguiu?

A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.

Conseguiu?

A mulher barbada tem barba boba babada e um barbado bobo todo babado!

Conseguiu?

A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões
que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...

Conseguiu?

Atrás da porta torta tem uma porca morta.

Conseguiu?

A naja egípcia gigante age e reage hoje, já.

Conseguiu?

A babá boba bebeu o leite do bebê.

Conseguiu?

A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.

Conseguiu?

Bagre branco, branco bagre.

Conseguiu?

Bote a bota no bote e tire o pote do bote.

Conseguiu?

Caixa de graxa grossa de graça.

Conseguiu?

Cozinheiro cochichou que havia cozido chuchu chocho num tacho sujo.

Conseguiu?

Chega de cheiro de cera suja.

Conseguiu?

Devora Dor Doída, Distante Da Dor Desmedida, Daquilo Dista Dimensões, Do Devorador Disto!

Conseguiu?

É preto o prato do pato preto.

Conseguiu?

É muito socó para um socó só coçar.

Conseguiu?

E a Rosa Rita Ramalho do rato a roer se ria !!!!

Conseguiu?

Eu cantarolaria, ele cantarolaria, nós cantarolaríamos, eles cantarolariam.

Conseguiu?

Eu congelo a água gelada com gelo que tem selo à prova d'água.

Conseguiu?

Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.

Conseguiu?

Essa trava é uma trova prá te entravar. Entravar com uma trova é uma trava de lascar!

Conseguiu?

Essa pessoa assobia, enquanto amassa e assa a massa da paçoca de amendoim.

Conseguiu?

Fia, fio a fio , fino fio, frio a frio.

Conseguiu?

Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.

Conseguiu?

Gato escondido com rabo de fora
tá mais escondido que rabo escondido com gato de fora.

Conseguiu?

Luiza lustrava o lustre listrado; o lustre lustrado Luzia.

Conseguiu?

Não sei se é fato ou se é fita,
Não sei se é fita ou fato.
O fato é que você me fita
E fita mesmo de fato.

Conseguiu?

0 desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria
as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.

Conseguiu?

O marteleiro acertou Marcelo com o martelo. Martelo, marteleiro, martelada, Marcelo, dor que não quero!

Conseguiu?

O padre pouca capa tem, porque pouca capa compra.

Conseguiu?

O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.

Conseguiu?

O tatuador tatuado tatuou a tatua do tatu. Tatua tatuada enfezada, tatuou o tatu e o tatuador já tatuado!

Conseguiu?

Pardal pardo, por que parlas? Parlo porque sempre parlei, porque sou pardal pardo, parlador del-rei.

Conseguiu?

Para ouvir o tique-taque, Tique-taque, tique-taque, Depois que um tique toca E que se toca um taque.

Conseguiu?

Pôr o rabo de barro num burro sem rabo.

Conseguiu?

Rebola reboladeira, menina reboladora. Rebolando é que se rebola, cuidado para não pegar o "amigo" do ébola!

Conseguiu?

Sabia que a mãe do sabiá não sabia que o sabiá sabia assobiar?

Conseguiu?

Se a liga me ligasse, eu ligava a liga, mas como a liga não me liga, eu não ligo a liga.

Conseguiu?

Língua custosa eu sei falar água cheira chitangua tanguarita oratangua.


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Brincadeiras do Folclore

Além dos contos, danças, festas e lendas, o folclore brasileiro é marcado pelas tradicionais brincadeiras. As brincadeiras folclóricas são aquelas que passam de geração para geração. Muitas delas existem há décadas ou até séculos. Costumam sofrer modificações de acordo com a região e a época, porém, a essência das brincadeiras continua a mesma da origem.

Grande parte das brincadeiras folclóricas envolve disputas individuais ou em grupos. Possibilitam também a integração e o desenvolvimento social e motor das crianças.

A preservação destas brincadeiras é muito importante para a manutenção da cultura folclórica. Por isso, são muito praticadas, principalmente, durante o mês de agosto que é destinado ao folclore.

Jogos, brincadeiras e brinquedos do folclore:

- Soltar pipa: as pipas, também conhecidas como papagaios, são feitas de varetas de madeira e papel. Coloridas, são empinadas (soltadas) pelos meninos em dias de vento. Com uma linha, os garotos conseguem direcionar e fazer malabarismos no céu.

- Estilingue: também conhecidos como bodoques, são feitos de galhos de madeira e borracha. Os meninos usam pedras para acertar alvos (latas, garrafas e outros objetos).

- Pega-pega: esta brincadeira envolve muita atividade física. Uma criança deve correr e tocar outra. A criança tocada passa ter que fazer o mesmo.

- Esconde-esconde: o objetivo é se esconder e não ser encontrado pela criança que está procurando. A criança que deverá procurar deve ficar de olhos tapados e contar até certo número enquanto as outras se escondem. Para ganhar, a criança que está procurando deve encontrar todos os escondidos e correr para a base.

- Bola de gude: coloridas e feitas de vidro, são jogadas no chão de terra pelos meninos. O objetivo é bater na bolinha do adversário para ganhar pontos ou a própria bola do colega.

- Boneca de pano: feitas pelas mães e avós, são usadas em brincadeiras pelas meninas para simular crianças integrantes de uma família imaginária.

- Pião: a brincadeira de pião ainda faz muito sucesso, principalmente, nas regiões do interior do Brasil. Feitos de madeira, os piões são rodados no chão através de um barbante que é enrolado e puxado com força. Muitas crianças pintam seus piões. Para deixar mais emocionante a brincadeira, muitos meninos fazem malabarismo com os piões enquanto eles rodam. O mais conhecido é pegar o pião com a palma da mão enquanto ele está rodando.


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Danças Folclóricas do Brasil

As danças sempre foram um importante componente cultural da humanidade. O folclore brasileiro é rico em danças que representam as tradições e a cultura de uma determinada região. Estão ligadas aos aspectos religiosos, festas, lendas, fatos históricos, acontecimentos do cotidiano e brincadeiras. As danças folclóricas brasileiras caracterizam-se pelas músicas animadas (com letras simples e populares) e figurinos e cenários representativos. Estas danças são realizadas, geralmente, em espaços públicos: praças, ruas e largos.

Principais danças folclóricas do Brasil

Samba de Roda

Estilo musical caracterizado por elementos da cultura afro-brasileira. Surgiu no estado da Bahia, no século XIX. É uma variante mais tradicional do samba. Os dançarinos dançam numa roda ao som de músicas acompanhadas por palmas e cantos. Chocalho, pandeiro, viola, atabaque e berimbau são os instrumentos musicais mais utilizados.

Maracatu

O maracatu é um ritmo musical com dança típico da região pernambucana. Reúne uma interessante mistura de elementos culturais afro-brasileiros, indígenas e europeus. Possui uma forte característica religiosa. Os dançarinos representam personagens históricos (duques, duquesas, embaixadores, rei e rainha). O cortejo é acompanhado por uma banda com instrumentos de percussão (tambores, caixas, taróis e ganzás).

Frevo

Este estilo pernambucano de carnaval é uma espécie de marchinha muito acelerada, que, ao contrário de outras músicas de carnaval, não possui letra, sendo simplesmente tocada por uma banda que segue os blocos carnavalescos enquanto os dançarinos se divertem dançando. Os dançarinos de frevo usam, geralmente, um pequeno guarda-chuva colorido como elemento coreográfico.

Baião

Ritmo musical, com dança, típico da região nordeste do Brasil. Os instrumentos usados nas músicas de baião são: triângulo, viola, acordeom e flauta doce. A dança ocorre em pares (homem e mulher) com movimentos parecidos com o do forró (dança com corpos colados). O grande representante do baião foi Luiz Gonzaga.

Catira

Também conhecida como cateretê, é uma dança caracterizada pelos passos, batidas de pés e palmas dos dançarinos. Ligada à cultura caipira, é típica da região interior dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás e Mato Grosso. Os instrumento utilizado é a viola, tocada, geralmente, por um par de músicos.

Quadrilha

É uma dança típica da época de festa junina. Há um animador que vai anunciando frases e marcando os momentos da dança. Os dançarinos (casais), vestidos com roupas típicas da cultura caipira (camisas e vestidos xadrezes, chapéu de palha) vão fazendo uma coreografia especial. A dança é bem animada com muitos movimentos e coreografias. As músicas de festa junina mais conhecidas são: Capelinha de Melão, Pula Fogueira e Cai,Cai balão.

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Músicas do Folclore Brasileiro

As músicas do folclore brasileiro são canções populares, muitas de autores desconhecidos do interior do Brasil, que são transmitidas de geração para geração através dos tempos. Parte importante da cultura popular, são usadas como o objetivo lúdico (envolvendo jogos e brincadeiras) ou para pura diversão. Possuem letras simples e com muita repetição, características que facilitam a memorização. Estas músicas são mais populares nas regiões do interior do Brasil e costumam apresentar como temas principais situações do cotidiano (amor, namoro, casamento, relacionamentos, etc.). Algumas letras também envolvem personagens do folclore brasileiro. As músicas folclóricas brasileiras são quase sempre acompanhadas pelo som de uma viola caipira ou de violão.


Exemplos de músicas do folclore brasileiro:

A COR MORENA

A cor morena / É cor de ouro
A cor morena / É o meu tesouro

É de meu gosto / É de minha opinião
Hei de amar a cor morena Quer papai queira, quer não
(Bis)

A cor morena / É cor de prata
A cor morena / É quem me mata

É de meu gosto / É de minha opinião
Hei de amar a cor morena / Com prazer no meu coração
(Bis)

A cor morena / É cor de canela
A cor morena / É uma cor tão bela

É de meu gosto / É de minha opinião
Hei de amar a cor morena / Quer papai queira ou não
(Bis)

BALEIA

A baleia é um peixe com tamanha barbatana
Quem quiser moça bonita vá no Campo de Santa
(Bis)

O A, o B, o C, vamos todas aprender
Soletrando o bê-a-bá na cartilha do ABC
(Bis)

O A é uma letra que se escreve no ABC
Ó, Altina, você não sabe quanto eu gosto de você
(Bis)

O B é uma letra que se escreve no ABC
Ó, Belmira, você não sabe quanto eu gosto de você
(Bis)

O C é uma letra que se escreve no ABC
Ó, Cecília, você não sabe quanto eu gosto de você...
(Bis)

POMBINHA BRANCA

Pombinha branca, que está fazendo?
Lavando a louça pro casamento
A louça é muita, sou vagarosa
Minha natureza é de preguiçosa

Pombinha branca, que está fazendo?
Lavando a louça pro casamento
Passou um homem
De terno branco
Chapéu de lado
Meu namorado

Mandei entrar
Mandei sentar
Cuspiu no chão!
Limpa aí seu porcalhão!

SAPO JURURU

Sapo jururu, na beira do rio
Quando o sapo grita ó maninha! Diz que está com frio

A mulher do sapo
É que está la dentro
Fazendo rendinha, ó maninha
Pro seu casamento.

PRENDA MINHA

Vou-me embora, vou-me embora prenda minha
Tenho muito que fazer
Tenho de parar rodeio prenda minha
(Bis)
No campo do bem querer

Noite escura, noite escura prenda minha
Toda noite me atentou
Quando foi de madrugada prenda minha
(Bis)
Foi-se embora e me deixou

Troncos secos deram frutos prenda minha
Coração reverdeceu
Riu-se a própria natureza prenda minha
(Bis)
No dia em que o amor nasceu.

NEGRINHO DO PASTOREIO

Negrinho do pastoreio acendo essa vela pra ti
E peço que me devolvas a querência que eu perdi

Negrinho do pastoreio traz a mim o meu rincão
Que a velinha está queimando, nela está meu coração

Quero rever o meu pago colorado de pitangas
Quero ver a gauchinha brincando na água da sanga

Quero trotear nas coxilhas respirando a liberdade
Que eu perdi naquele dia que me embretei na cidade

Negrinho do pastoreio traz a mim o meu rincão
A velinha está queimando aquecendo a tradição

MAÇANICO

Maçanico, maçanico
Maçanico do banhado
Quem não dança o maçanico
Não arruma namorado

Maçanico, maçanico
Mas que bicho impertinente
Maçanico vai te embora
Na tua casa chego gente

Maçanico, maçanico
Se põe na sala a dançar
Maçanico pula e corre
Bate as asas pra voar

Quadrinhas Populares

QUADRINHAS


O que são?

Também conhecidas como poesias populares, as quadrinhas são trovas simples criadas pelo povo. Compostas por quatro versos (dai vem o nome) se caracterizam por possuir rimas muitas vezes imperfeitas e escrita muitas vezes incorretas. Porém, são legais e interessantes justamente por serem simples e usarem uma linguagem bem popular. Muitas quadrinhas se caracterizam também pelo humor de cunho popular. As rimas costumam aparecer no 2º e 4º versos.

São usadas para expressar desejos, admirações, sentimentos amorosos, reclamações, atitudes maliciosas ou de juízo. As quadrinhas populares são muito usadas em desafios, jogos de adivinhações e provérbios.

Exemplos de Quadrinhas Populares:

Andorinha no coqueiro,
Sabiá na beira-mar,
Andorinha vai e volta,
Meu amor não quer voltar.

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O colo desta menina,
É branco como algodão,
Tem a beleza das garças,
Voando pelo sertão.

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Palavras fora da boca,
É pedra fora da mão,
Tu tens me dito palavras
De cortar-me o coração.

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Esta noite tive um sonho,
Mas que sonho atrevido,
Sonhei que era o babado
Da barra do teu vestido.

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Chove chuva miudinha,
Na copa do meu chapéu
Antes um bom chuvisquinho,
Do que castigo do céu.

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Eu coloquei meu nome,
No teu relógio, querida,
Faça agora o que quiser,
Das horas da minha vida.

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Você me mandou cantar,
Pensando que eu não sabia,
Pois eu sou que nem cigarra,
Canto sempre todo dia.

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Se vires a tarde triste,
E o ar a querer chover,
Saiba que são os meus olhos,
Que choram por não te ver.

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Com jeito tudo se arranja,
De tudo o jeito é capaz,
A coisa é ajeitar o jeito,
E isso pouca gente faz.

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Se eu soubesse que ocê vinha,
Eu mandaria buscá,
Com sombrinha enfeitada,
Só pro Sol não te queimá.

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Laranjeira pequenina,
carregadinha de flores,
Eu também sou pequenina,
Carregadinha de amores.

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Escrevi teu lindo nome,
Na palma da minha mão,
Passou um passarinho e disse:
- Escreve em teu coração.

_____________________________

De encarnado veste a rosa,
De verde o manjericão,
De branco veste a "sucena"
De luto o meu coração.

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Batatinha quando nasce,
Se esparrama pelo chão,
Minha amada quando dorme,
Põe a mão no coração.

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As estrelas nascem no céu,
Os peixes nascem no mar,
Eu nasci aqui neste mundo,
Somente para te amar!

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25 de junho de 2013


FORMIGA AMIGA

EU TENHO UMA FORMIGA.
ELA SE CHAMA DULCE.
DULCE É DOCE
GOSTA DE ALGODÃO-DOCE
ARROZ-DOCE
E DOCE DE BATATA-DOCE.
DULCE É DOCEIRA E TAMBÉM BOLEIRA.
ELA BRINCA DE SE ESCONDER
NO MIOLO DO BOLO E ME FAZ DE TOLO.
E, SE O BOLO É DE MEL,
DULCE FICA MELADINHA.
DULCE É PRETA.
NEGRINHA IGUAL RAPADURA.
E COMO UM CAPETA
PASSA POR TODA GRETA* (SIGNIFICADO: FENDA)
DULCE É DE FATO UM BARATO.
LINDA E AMIGUINHA
SÓ VIVE NA COZINHA.
QUANDO ME VISITA
DULCE TRAZ MILHÕES DE AMIGAS PARA ME CONHECER.
ELAS CHEGAM EM FILA. É UMA FILA FININHA
IGUAL A UMA LINHA PRETINHA, E DULCE É A RAINHA.
ELAS MARCHAM PELAS PAREDES,
DESFILAM PELAS PRATELEIRAS SEM DESALINHAR.
DULCE É UMA DOÇURA, LEVA UMA VIDA AÇUCARADA,
CHEIA DE VENTURA E BRAVURA SEM ENGORDAR.
DULCE É GATINHA, BEM MAGRINHA.
DULCE É BAILARINA E DANÇA SOBRE A PIA FRIA.
MINHA COZINHA É UMA ORQUESTRA:
COPO-CORNETA
COLHER-CLARINETA
FACA-FAGOTE
FRIGIDEIRA-FLAUTA
PANELA-PANDEIRO
PRATO-PIANO
TRAVESSA-TROMBONE
XÍCARA-XILOFONE.
DULCE DANÇA NA PIA FRIA E MOLHADA.
ELA AMA A ÁGUA FRIA DA PIA.
DULCE É UMA FORMIGA-LAVA-PÉ
E GOSTA DE PÉ-DE-MOLEQUE.
E QUANDO CANSADA DE RODAR E DANÇAR,
DULCE DORME NO AÇUCAREIRO. O AÇÚCAR É SEU TRAVESSEIRO.
ENQUANTO ELA SONHA COM BRIGADEIRO.
NO ANIVERSÁRIO DE DULCE QUERO FAZER UMA FESTA.
CONVIDAR O FORMIGUEIRO INTEIRO. CHAMAR UM DOCEIRO, UM BOLEIRO
E DESTAMPAR O AÇUCAREIRO.
DE PRESENTE VOU DAR UMA RAPADURA. DULCE JURA
QUE GOSTA DE FARTURA. DULCE É PEQUENA. A RAPADURA É GRANDE.
QUERO SABER QUANTOS DIAS DULCE DEMORA PARA ROER
UMA RAPADURA DURA. MAS NÃO SEI O DIA EM QUE DULCE NASCEU!
VOCÊ PODE ME AJUDAR?

29 de maio de 2013

EMEB Valentin Bernardi. Dia do Desafio 2013. Minha escola de paixão!!

Biografia Antonio Vivaldi

A música instrumental do barroco tardio deve a Vivaldi muitos de seus elementos característicos. Seus concertos foram tomados como modelos formais por vários compositores, inclusive por Bach.

Nascido em Veneza, Antonio Lucio Vivaldi era o primogênito dos sete filhos do casal Gionanni Battista Vivaldi, violinista, e Camila Calicchio. Ordenado padre em 1703, ficou impedido de celebrar a missa em decorrência de uma doença crônica, provavelmente asma. Foi nomeado mestre de violino do "Ospedalle della Pietà", uma instituição veneziana que acolhia crianças órfãs, famosa por seu conservatório musical.

Vivaldi compôs a maior parte de suas obras para a instituição e assim consolidou sua reputação como compositor e maestro. Em 1705 publicou sua primeira coleção, "Doze Sonatas para Dois Violinos e Baixo contínuo". Depois fez uma série de obras instrumentais.

Deixou seu cargo por dois anos, mas em 1711 foi novamente nomeado professor de violino. No ano seguinte publicou o "Estro armonico", uma coleção de 12 concertos. A repercussão dessa obra foi imensa em toda a Europa, como demonstra o fato de que Bach fez transcrições de seis desses concertos.

Em 1713, o diretor do coro do conservatório deixou seu posto e Vivaldi ficou encarregado de compor obras vocais sacras. Paralelamente ele começava a estabelecer relações com o Teatro de Santo Angelo. A instituição Pietà concedeu a Vivaldi uma permissão para "exercitar sua destreza" e foram apresentadas suas primeiras óperas, como "Outtone in villa" e "Orlando Furioso". Depois fez, entre outros concertos, "La Stravaganza".

Entre 1718 a 1720, Vivaldi trabalhou em Mântua, onde compôs a maioria de suas cantatas. Entre 1720 e 1723 dedicou-se à ópera. Em 1723, novamente em Veneza, na Pietà, publicou o Opus 8, que contém os concertos "As Quatro Estações". Por volta de 1729 compôs para o rei Luis 15 a mais importante de suas serenatas: "La Sena Festeggiante". Na mesma época entregou ao imperador da Áustria Carlos 6o seu Opus 9: "La Cetra".

Pouco depois publicou o Opus 10, "Seis Concertos para Flauta". A partir de 1729, parou de publicar suas obras, por perceber que era mais lucrativo vender os manuscritos a compradores particulares. Em 1730 e 1731, ficou em Praga onde compôs várias óperas e duas sonatas, encomendadas pelo conde Von Wrtby. Entre 1737 e 1739 tentou, sem sucesso, que representassem suas óperas. Em 1740 decidiu viajar para Viena, onde morreu aos 63 anos.

De sua obra conservam-se 456 concertos,73 sonatas, 44 motetos, três oratórios, duas serenatas, cerca de 100 árias, 30 cantatas e 47 óperas. Apesar da fama que gozou em vida, Antonio Lucio Vivaldi foi esquecido com o advento do classicismo. Seus originais, encadernados após sua morte em 27 volumes e vendidos a particulares, foram redescobertos somente na segunda década do século 20.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/antonio-vivaldi.jhtm

Biografia Piotr Tchaikovski

Criador de melodias marcantes e envolventes, Tchaikovski foi um dos mais populares compositores de todos os tempos. Quem já não ouviu "O Lago dos Cisnes" ou a "Valsa das Flores", da Suíte Quebra-Nozes?

Piotr Tchaikovski era o segundo de uma família de seis filhos. Cedo começou a estudar piano. Em 1848, a família mudou-se para São Petersburgo. Lá, Piotr começou a praticar o piano de forma intensiva, o que lhe valeu uma doença nervosa. Apesar de proibido pelos médicos de continuar tocando, pouco a pouco recobrou sua saúde. Preparou-se então para ingressar no curso de jurisprudência, o que não o entusiasmava. Aos quatorze anos, com a morte de sua mãe, a quem adorava, Piotr Tchaikovski teve uma crise depressiva.

Depois de terminar a faculdade de direito, passou a oficial do Ministério da Justiça, em 1854. Dois anos depois, ao ouvir pela primeira vez o "Don Giovanni" de Mozart, ficou entusiasmado com a ópera alemã.

Aos 23 anos, resolveu deixar a profissão de advogado para dedicar-se à música. Matriculou-se no Conservatório de São Petersburgo, tornando-se aluno do grande pianista Anton Rubinstein.

Em 1866, Tchaikovski mudou-se para Moscou e passou a dar aulas de teoria musical. No ano seguinte, casou-se com uma aluna do conservatório, Antonina Miliukova. O casamento foi desastroso, acentuando a hipersensibilidade de Tchaikovski.

Seguindo recomendações médicas, partiu para uma temporada de um mês na Suíça, viajando, em seguida, para a França e a Itália. Nessa época, travou relações com Nadezhda von Meck, que se tornaria sua protetora e mecenas.

De volta a Moscou, Piotr Tchaikovski estabeleceu com Nadezhda uma relação por cartas, que durou 14 anos. Em 1885, compôs a "Sinfonia Manfred" e, três anos depois, a "Quinta Sinfonia".

Em 1890, o compositor finalizou a ópera "A Dama de Espadas". Nesse mesmo ano, rompeu com Nadezhda.

Reconhecido por sua obra, Tchaikovski apresentou-se em várias capitais européias e viajou aos Estados Unidos para a inauguração do Carnegie Hall, em 1891.

No dia 28 de outubro de 1893, sua última sinfonia, a "Patética", estreou em São Petersburgo. Nove dias depois, o compositor faleceu, em circunstâncias ainda hoje obscuras.

Tchaikovski deixou uma obra vasta e muito admirada, incluindo, além de suas seis sinfonias, balés, concertos e canções.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/piotr-tchaikovski.jhtm

Biografia Richard Strauss

"Nunca olhe para os trombones. Você vai encorajá-los!" A advertência é de Richard Strauss, um dos mais importantes e admirados compositores do século 20.

Filho de um trompista da Ópera de Munique, Richard Strauss desde cedo estudou música, começando a compor aos 12 anos. Começou a estudar filosofia em Munique, mas resolveu dedicar-se à regência. Conheceu o maestro Bülow que, entusiasmado com suas composições, convidou-o para ser seu assistente em Meiningen.

Em 1886, Strauss compôs seu primeiro poema sinfônico, "Aus Italien", iniciando então uma bem-sucedida carreira de compositor. Compôs "Don Juan", "Morte e Transfiguração", "Assim falou Zaratustra", "Dom Quixote" e "Uma vida de Herói", todos bem recebidos pelo público. Notabilizou-se também como compositor de lieder, tendo elaborado um grande número dessas canções.

Richard Strauss casou-se com a soprano Pauline d'Ahna em 1894.
Em 1905, estreou sua ópera "Salomé", baseada em texto de Oscar Wilde. Quatro anos depois, estreou "Elektra", com libreto de Hugo Hofmannstahl. Ambas foram grandes sucessos.

Estreou a ópera "Rosenkavalier" em 1911, também em parceria com Hofmannstahl. Além de compositor e regente, Richard Strauss foi um ativo homem de cultura. Dirigiu a Ópera Real de Berlim e, em 1919, foi nomeado diretor da Ópera de Viena, cargo que ocupou durante cinco anos. Criou também o festival de Salzburgo.

Em 1932, Strauss compôs a ópera "Arabela". Nessa época, a Alemanha já era nazista e Strauss acabou se envolvendo com o regime. Aceitou o cargo de presidente da Câmara de Música do Reich, mas foi demitido por Goebels. A acusação foi manter o nome do libretista Stefan Sweig, que era judeu, nos cartazes de divulgação da ópera "A Mulher Silenciosa".

Richard Strauss não foi mais importunado pelos nazistas. Com o tempo foi se recolhendo em sua casa de campo em Garmisch e diminuindo suas atividades.

Strauss regeu pela última vez em 1949, nas comemorações de seu 85o aniversário. Nesse mesmo ano, depois de uma sucessão de problemas cardíacos, faleceu.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/richard-strauss.jhtm

Biografia Frederic Chopin

Nascido em primeiro de março de 1810, em Zelazowa Wola, na Polônia, Frederic Chopin era filho do professor francês Nicolas Chopin, que dava aulas de francês e literatura francesa, e da pianista polonesa Justina Krazizanovska. Dez meses após o seu nascimento, a família foi morar em Varsóvia, onde transitava entre os nobres e a burguesia.

Chopin teve uma infância culta. Aos seis anos passou a ter um professor de piano, Adalbert Zwini, que lhe apresentou as obras de Bach e Mozart.

Seu primeiro concerto público ocorreu quando ele tinha oito anos. Na mesma época viu publicada sua primeira obra, uma polonaise. Prosseguiu conciliando seus estudos no Liceu de Varsóvia com as aulas de piano.

Em 1825, apresentou-se para o czar Alexandre I. No ano seguinte ingressou no Conservatório de Varsóvia, onde iniciou seus estudos com o compositor Joseph Elsner.

Em 1830, dias antes de eclodir a Revolução Polonesa contra a ocupação russa, Chopin resolveu deixar Varsóvia e partir para Viena, que vivia sob o regime autoritário de Metternich. Em julho do ano seguinte, Chopin seguiu para Paris, onde logo integrou-se à elite local, passando a ser requisitado como concertista e como professor. Nessa época conheceu músicos consagrados, como Rossini e Cherubini, e outros de sua geração, como Mendelssohn, Berlioz, Franz Lizst e Schumann.

Em uma de suas viagens pela Europa, em 1835, reencontrou Maria Wodzinska, que conhecera ainda criança em Varsóvia. Chopin apaixonou-se, mas, apresentando já os primeiros sinais de tuberculose, acabou rompendo o noivado por pressão da família de Maria.

Em 1838 Chopin uniu-se à controvertida escritora Aurore Dupin, que usava o pseudônimo masculino de George Sand. O casal resolveu passar um tempo em Maiorca, mas o clima úmido da ilha piorou o estado de saúde do compositor. Em 1839, os dois voltaram para a França e em 1847 romperam definitivamente o relacionamento.

No dia 17 de outubro de 1849, Frederic Chopin faleceu em Paris, aos 39 anos. Foi sepultado no cemitério de Père Lachaise, mas seu coração foi colocado dentro de um dos pilares da igreja de Santa Cruz, em Varsóvia, conforme o seu pedido.

Chopin dedicou toda sua obra ao piano, com exceção de apenas algumas peças. Várias de suas obras têm influência do folclore polonês, como é o caso das mazurcas e das polonaises.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/frederic-chopin.jhtm

Biografia Bela Bartok - Compositor e pianista húngaro

Bartok é considerado o compositor mais importante da Hungria e o principal representante da modernidade clássica. Sobressaiu-se tanto por seu brilhantismo no piano e por sua atividade como professor desse instrumento na Academia de Música de Budapeste como por sua faceta de compositor (compôs, entre outras obras, 153 estudos para piano). As suas primeiras obras seguem, na composição, a tradição do século 19 – por exemplo, o poema sinfônico Kossuth (1903) –, embora fossem evoluindo rumo ao impressionismo, sob a influência de Claude Debussy – como no seu Primeiro Quarteto de Cordas –, até se inspirar na música popular do sudeste da Europa. A partir de 1905, Bartok realizou uma série de viagens na companhia de Zoltan Kodaly, durante as quais investigou e recolheu milhares de canções zíngaras (ciganas) da Romênia, da Sérvia, da Bulgária, da Croácia, da Ucrânia, da Eslováquia e da Turquia, chegando inclusive ao norte da África, embora centrando-se sempre em sua relação com a Hungria. Por exemplo, na Suíte de Dança (1923) ou no Segundo Concerto para Piano (1931), são resgatadas melodias húngaras e, sobretudo, canções rítmicas.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/klick/0,5387,128-biografia-9,00.jhtm

Biografia Pitágoras

Fonte: E-Biografias

Pitágoras (580?-497? a.C.) foi matemático grego. Autor do "teorema de Pitágoras": "num triangulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos". Desenvolveu trabalhos na área da filosofia, música, moral, geografia e medicina.

Pitágoras (580?-497? a.C.) nasceu na ilha de Samos, no mar Egeu, Grécia. Desde jovem impressionava os mestres das melhores escolas de Samos. Aos 16 anos foi enviado para Mileto, para estudar com Tales, o maior sábio da época. Logo, Tales reconheceu que nada mais tinha que ensinar ao jovem e passou ele, o mestre, a estudar as descobertas geométricas e matemáticas do aluno.

Adulto, em busca de novos Conhecimentos, Pitágoras foi para a Síria, Arábia, Caldeia, Pérsia, Índia e Egito, onde se fixou e passou mais de 20 anos. Para conhecer melhor os Mistérios da religião egípcia, se fez sacerdote. Quando Cambises conquistou o Egito, Pitágoras foi obrigado a seguir para a Babilônia, onde passou a estudar e descobrir como se desenvolviam as ciências naquela região.

De volta à Samos, Pitágoras encontra a ilha governada pelo ditador Polícrates, que não queria saber nem de escolas nem de templos. Pitágoras parte para Crotone, no sul da Itália, onde se dedica a ensinar aos filhos dos aristocratas. Finalmente funda sua escola, onde leciona aritmética, geometria, música, astronomia, religião e moral.

Pitágoras conseguiu criar uma comunidade religiosa, filosófica e política. Os alunos formados ocupavam altos cargos no governo local. Cientes de sua sabedoria, desprezavam as massas ignorantes e apoiavam os partidos aristocráticos. As massas revoltadas, incendiaram a escola e Pitágoras foi exilado para Metaponto, ao norte, na Lucânia.

O matemático não se contentava em dizer frases, provava e verificava geometricamente um enunciado matemático, ou seja, expressava como teorema. Entre eles os mais conhecidos são: a soma dos ângulos internos de um triângulo, é igual à soma de dois ângulos retos; a superfície de um quadrado é igual à multiplicação de um lado por si mesmo, surgindo a expressão "elevar ao quadrado"; o volume de um cubo é igual a sua aresta multiplicada três vezes por si mesma, originando a expressão elevar ao cubo.

Para Pitágoras a música era o melhor meio de purificar a alma. Os termos criados por ele são usados até hoje, como "média harmônica" e "progressão harmônica". Como astrônomo, seu principal mérito foi conceber o universo em movimento. Como teórico de medicina, achava que o corpo humano era construído basicamente por uma harmonia: homem doente era sinal de harmonia rompida. Como filósofo, deu origem a uma corrente, que inspirou vários pensadores gregos, entre eles Platão.

Pitágoras morreu, na Lucânia, Itália, com mais de oitenta anos.

Biografia Platão

Fonte: E-Biografias

Platão (427 a.C.-347 a.C.) foi um filósofo grego da antiguidade. Foi considerado um dos principais pensadores gregos. Tornou-se discípulo do filósofo Sócrates. Escreveu inúmeros diálogos e cartas, onde a figura principal é Sócrates. Sua filosofia é baseada na teoria de que o mundo que percebemos com nossos sentidos é um mundo ilusório, confuso. O mundo espiritual é mais elevado, eterno, onde está o que existe verdadeiramente, as ideias, que só a razão pode conhecer.

Platão (427 a.C.-347 a.C.) nasceu em Atenas, Grécia. Sua família era uma das mais nobres de Atenas. Seu nome era Arístocles, mas recebeu o apelido de Platão, que em grego significa de ombros largos. Recebeu educação especial, estudou leitura e escrita, ginástica, música, pintura e poesia. Era excelente atleta, participou dos jogos olímpicos como lutador.

Desde cedo tornou-se discípulo de Sócrates. apendendo e conhecendo os problemas e as virtudes humanas. Deixou eternizados os ensinamentos do mestre, escreveu inúmeros diálogos e cartas, onde a figura principal é Sócrates. Realizou estudos em várias parte do mundo, foi para Megara onde estudou Geometria com Euclides, importante matemático da época. Esteve no Egito onde estudou Astronomia. Foi para Cyrene, no norte da África, aperfeiçoar-se em Matemática. Em Crotona, no sul da Itália, manteve contato com os discípulos de Pitágoras, notável filósofo e matemático. Com essa formação desenvolveu suas próprias teorias.

Platão foi um dos mais importantes filósofos de todos os tempos. Suas teorias,chamadas de platonismo, concentram-se na distinção de dois mundos, o visível, sensível ou mundo dos reflexos, o outro é o invisível, ou mundo das ideias.

Em 387 a.C., de volta para Atenas onde fundou sua escola filosófica, "Academia", local que reunia seus discípulos para estudar Filosofia, Ciências, Matemática e Geometria. Adotou o lema de Sócrates "O sábio é o virtuoso". Nos últimos anos de vida escreveu suas obras mais notáveis, cerca de trinta obras chegaram até nossos dias. Em forma de diálogos foram escritas "República", "Protágoras", "Banquete", "Fedro" e "Apologia", entre outras. Quando morreu, em 347 a.C., estava escrevendo "As Leis", um grande tratado. Entre seus discípulos o que mais se destacou foi Aristóteles. A Academia só foi fechada no ano de 529, pelo imperador romano Justiniano.

Biografia Joana D'Arc

Joana D'Arc (1412-1431) foi heroína francesa da Guerra dos Cem Anos, travada entre a França e a Inglaterra. Foi beatificada em 1920 e hoje é a Santa Padroeira da França. Joana acreditou na voz e na ordem que ouvia e lhe encorajava expulsar os ingleses da França e coroar o legítimo rei Carlos VII. Com dezesseis anos viajou para Chinon. Chegando ao castelo foi interrogada por bispos e cardeais e ganhou a confiança de Carlos VII. Recebeu o título de chefe de guerra e liderando a tropa, durante três dias, com violentas investidas expulsou os ingleses na cidade de Orléans. Na Batalha de Compiègne perto de Paris, adversários franceses de Carlos VII conseguiram prender e entregar Joana aos ingleses. Julgada e condenada foi queimada em praça pública no dia 30 de maio, acusada de herege e feiticeira, por um tribunal eclesiástico.

Joana D'Arc (1412-1431) nasceu no vilarejo de Domrémy, França, no dia 6 de janeiro de 1412. Filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée, teve três irmãos e uma irmã. Ajudava o pai no trabalho na terra e na criação de carneiros. Não aprendeu a ler nem escrever. Joana foi criada seguindo os princípios da fé católica e com 12 anos de idade, afirmava que o o arcanjo São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida, apareceram numa grande luz e a ordenaram procurar o príncipe Carlos VII e libertar a cidade de Orléans, que estava em poder dos ingleses, e coroar Carlos VII o soberano da França.

Em 1337 o rei Eduardo III (1327-1377) da Inglaterra, desembarca na França com mais de 20 mil homens. É o início da Guerra dos Cem Anos. Não se tratava de uma guerra entre dois povos constituídos em nações diferentes. Muitos ingleses eram normandos, ou seja, franceses que chegaram à Inglaterra com Guilherme o conquistador; por outro lado, muitos franceses eram bretões, ou seja, ingleses que habitavam há muito tempo o norte da França.

Em 1415, os ingleses obtiveram, através de um tratado, metade do território francês, passando ao domínio do rei Henrique V (1414-1422). A outra metade francesa ficaria sob o domínio de Carlos VI. Com a morte de Carlos VI, foi coroado o filho de Henrique V para sucede-lo, para os franceses o rei seria Carlos VII. As visões de Joana D'Arc lhe ordenava salvar a França e coroar o rei.

Com dezessete anos, Joana resolve pedir uma escolta para acompanhá-la até o príncipe. Viajou dez dias e dez noites e chegou ao Castelo na cidade de Chinon. Interrogada por bispos e cardeais acaba por convencer a todos. Joana ganha confiança de Carlos VII, que depressa entrega-lhe o título de chefe de guerra. Logo parte liderando a tropa e durante três dias, com violentas investidas consegue vencer os inimigos, que batem em retirada. Estava libertada a cidade de Orléans.

Outra cidade importante Reims, também voltou ao poder dos franceses. Carlos VII, agora reconhecido legítimo rei da França foi coroado e consagrado em 17 de julho de 1429, na Catedral de Reims. Diante disso reascenderam as esperanças dos franceses de libertar o país.

Na primavera de 1430, Joana retoma a campanha militar e tenta libertar a cidade de Compiègne, dominada pelos borgonheses, aliados dos ingleses. É presa em 23 de maio do mesmo ano e entregue aos ingleses cujo objetivo era que ela fosse julgada pela Santa Inquisição, o mais elevado tribunal da Igreja na França. O tribunal reuniu-se pela primeira vez em fevereiro de 1431, com a presença do Bispo, um partidário do Duque de Borgonha, aliado à Inglaterra. Seu julgamento foi uma verdadeira tortura, acusada de herege e feiticeira, depois de meses de julgamento é queimada viva, no dia 30 de maio de 1431.

Depois de 25 anos a Igreja reabre seu processo e Joana d'Arc é reabilitada de todas as acusações, torna-se a primeira heroína da nação francesa. No dia 16 de maio de 1920, 500 anos depois, o papa Bento XV a proclama santa. Hoje, Joana D'Arc é a Santa Padroeira da França.

Biografia Piaget

Piaget (1896 - 1980) foi um teórico da educação e psicólogo suíço, considerado um dos maiores no segmento da educação no século 20. Foi o fundador da epistemologia genética, cujo estudo central é a investigação da gênese e desenvolvimento psicológica do pensamento humano.

Filho de um professor, começou a se interessar pela ciência desde a infância e fez parte do "Clube dos Amigos da Natureza” na adolescência, também escrevendo artigos científicos. Em 1918, formou-se em Ciências Naturais pela Faculdade de Ciências da Universidade de Neuchâtel.

Piaget foi estudar psicologia em Zurique, mas voltou aos seus estudos sobre malacologia. Mas a sua estadia e contatos com psicólogos em Sorbonne geraram seus primeiros trabalhos sobre educação e etapas do pensamento infantil: “A linguagem e o pensamento na criança” (1923); “O raciocínio da criança” (1924); “A representação do mundo na criança” (1926); A causalidade física na criança (1927). Outras obras fundamentais são: “O Juízo Moral da Criança” (1926) e a “Gênese das Estruturas Elementares” (1959).

Piaget dividiu o desenvolvimento mental das crianças em: 1) Período do nascimento a aquisição de linguagem; 2) Período no qual, por meio da linguagem, a criança torna capaz de reconstruir ações passadas sob a forma de relato e antecipa ações futuras por meio da representação verbal; 3) Período do pensamento-operativo, onde o sujeito torna-se capaz de lidar com o ponto de vista alheio; 4) período da adolescência, onde o indivíduo passa do pensamento concreto para o hipotético-dedutivo.

Em 1936, Piaget recebeu o primeiro título de "doutor honoris causa" pela Universidade Harvard. Morreu em Genebra, em 1980.

Biografia La Fontaine

La Fontaine (1621-1695) foi poeta e fabulista francês. Autor das fábulas, "A Lebre e a Tartaruga" e o "Lobo e o Cordeiro", entre outras.

Jean de La Fontaine (1621-1695) nasceu em Château-Thierry, na região de Champagne, França, no dia 8 de julho de 1621. Filho de Charles de La Fontaine, superintendente das águas e florestas, e de Françoise Pidoux. Em 1641 ingressou no Oratório de Reins, mas logo viu que a vida religiosa não lhe agradava. Saiu do convento e entrou no curso de Direito, mas também, o estudo das leis, não lhe agradou.

Em 1647, seu pai resolveu casá-lo. A noiva Marie Héricart, tinha dezesseis anos e um dote de 20 000 libras. Onze anos depois seu pai morre e La Fontaine herda o emprego de superintendente das águas e florestas. Mas, convicto que o trabalho realmente não lhe satisfazia, vendeu o cargo, abandonou a mulher e os filhos e rumou para Paris.

Na capital francesa frequentava o ambiente literário, onde conheceu escritores, poetas e dramaturgos importantes, como Corneille, Madame de Sévigné, Boileau, Racine e Molière. Com os três últimos travou importante amizade. Com quatro anos de estada em Paris, escreveu uma comédia, "Clymène", e um poema, "Adônis".

La Fontaine só se tornou conhecido em 1664, com os contos e com suas primeiras fábulas, dedicadas ao filho de Luís XIV. Recebia do rei uma pensão anual de mil francos, e ainda a amizade de Fouquet, superintendente das finanças reais, que lhe concedeu um emprego, para ajudar na sua obra poética.

Quando Fouquet caiu em desgraça perante o rei e foi preso, La Fontaine escreveu para ele sua primeira obra de real valor poético, "Elegia às Ninfas do Sena". La Fontaine que com a publicação de outras fábulas suas, despertou a antipatia de Luís XIV, não ficou desprotegido, duas senhoras da corte, as duquesas de Bouillon e d'Orléans, hospedaram-no em suas mansões.

Em 1663, o escritor foi recebido na Academia Francesa, graças às suas "Fábulas Escolhidas Postas em Verso", publicadas entre 1668 e 1694. Como Acadêmico viveu durante vinte anos na casa de Madame de La Sablière e depois, na mansão de Madame D'Hervart.

Com a aproximação dos escritores Voltaire e Molière, escreveu "Contos" e "Os Amores de Psique e Cupido". Em 1668, foram publicadas as "Fábulas Escolhidas", uma coletânea de fábulas de fundo moral, divididas em 6 partes e dedicadas ao rei Luís XIV. A obra era composta por estórias, cujos personagens principais eram animais. Fez grande sucesso na França. Suas fábulas mais conhecidas são "A Lebre e a Tartaruga", "O Leão e o Rato", e recontou a fábula "A Cigarra e a Formiga", atribuída a Esopo.

Jean de La Fontaine faleceu em Paris, no dia 13 de abril de 1695. Seu corpo foi sepultado no cemitério Père-Lachaise ao lado do dramaturgo Molière, em Paris.

Biografia Jean-Jacques Rousseau

Fonte: E-Biografias

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) foi um filósofo e teórico político suíço. Foi um dos precursores do movimento iluminista na França.

Rousseau nasceu na Genebra e veio de família pobre. Foi educado por pastor protestante. Exerceu vários ofícios: foi gravador e professor de música. Nesse ramo, chegou a escrever duas óperas.

Em 1742, fixou-se em Paris, onde cultivou contatos com filósofos como Diderot. Nesses contatos, amadureceu suas idéias que seriam publicadas em seus livros. Publicou o livro "Discurso Sobre as Ciências e as Artes" (1749), no qual lhe proporcionou uma medalha de ouro como prêmio. No segmento da política, seu livro mais importante é ”o Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade Entre os Homens” onde relatou a situação do homem no estado de natureza e aponta que ele tende a fazer parte da sociedade.

Alguns livros trouxeram problemas para Rousseau. “Emílio”, obra pedagógica e “Do Contrato Social” lhe rendeu uma prisão por serem obras consideradas subversivas. Foi perseguido pelos protestantes, mas a convite do filósofo Inglês David Hume, refugiou-se na Inglaterra.

Rousseau passou a vida quase inteira sofrendo de problemas financeiros. Não teve condições de educar os seus filhos, entregando-os ao orfanato.

O pensamento de Rousseau influenciou as idéias da revolução francesa. Rousseau pregava que a liberdade era o valor supremo do homem. Anti-racionalista, foi favorável ao preceito de que os homens nasciam bons, a sociedade é que as corrompiam. Criticava a civilização, acusando-a de dissimulada e hipócrita.

Rousseau morreu em 1778 e seus restos mortais foram transportados para o Panteão de Paris.

Biografia Érico Veríssimo

Érico Veríssimo (1905-1975) foi um escritor brasileiro. "Olhai os Lírio do Campo", é sua obra prima. Foi um dos melhores romancistas brasileiros. Fez parte do segundo tempo modernista. Recebeu o "Premio Machado de Assis" com a obra "Música ao Longe" e o "Premio Graça Aranha" com "Caminhos Cruzados".

Érico Veríssimo (1905-1975) nasceu em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, no dia 17 de dezembro de 1905. Filho de Sebastião Veríssimo da Fonseca e de Abegahy Lopes, família rica e tradicional, que perdeu tudo no começo do século. Estudou no Colégio Venâncio Alves, em Cruz Alta. Com 13 anos já lia autores nacionais como Aluízio Azevedo, Joaquim Manuel de Macedo, Coelho Neto e autores estrangeiros como Dostoievski e Walter Scott. Em 1920 foi para Porto Alegre, estudou no Colégio Cruzeiro do Sul, mas não completou o curso. Voltou para Cruz Alta. Abandonou os planos de cursar uma Universidade.

Em 1925 trabalhou no Banco Nacional do Comércio. Em 1926, tornou-se sócio de uma farmácia. Dava aulas de literatura e inglês. Em 1929, começou escrevendo contos para revistas e jornais. Em 1930, a farmácia foi a falência. Em 1931, casa-se com Mafalda Halfem Volpe, com quem teve dois filhos. Vai definitivamente para Porto Alegre, onde foi contratado para o cargo de secretário de redação da Revista do Globo, onde conviveu com escritores renomados. Em 1932, foi promovido a Diretor da Revista do Globo e atuou no departamento editorial da Livraria do Globo.

Érico Veríssimo fez parte do Segundo Tempo Modernista (1930-1940), onde a literatura traz para reflexão os problemas sociais. Em 1932, o autor publica uma coletânea de contos "Fantoche", foi sua estreia na literatura. Em sua primeira fase a preocupação foi ética e urbana. No romance "Clarissa", tendo Porto Alegra como cenário, traça o perfil psicológico de uma adolescente. "Caminhos Cruzados", é um romance de análise social, em que expõe o drama abismal entre ricos e pobres. A fase de transição do autor é refletida em "O Resto é Silencio", onde o narrador analisa a reação de sete pessoas que presenciam o suicídio de uma moça.

Na segunda fase Érico parte para uma investigação completa do passado histórico do Rio Grande do Sul. "O Tempo e o Vento", são três romances, que trazem um vasto texto épico, onde desfilam as famílias do patriarcalismo gaúcho. "Ana Terra" é a protagonista do primeiro volume da trilogia. A cena se passa no Rio Grande do Sul, e relata o drama de uma família de pioneiros gaúchos. A terceira fase apresenta romances de aberta reação ao sistema político do século XX, é o caso do "Senhor Embaixador". No romance "O Prisioneiro", pretendeu o autor, como ele disse, "fazer uma espécie de parábola moderna sobre a guerra e o racismo".

Érico Veríssimo foi para os Estados Unidos, em 1941, em missão cultural, a convite do Departamento de Estado americano. Temendo a ditadura do governo Vargas, em 1943, foi lecionar Literatura brasileira, na Universidade de Berkeley, na Califórnia. Em 1953, ocupou o posto de Diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-Americana. O registro de suas viagens foi descrito nos livros "Gato Preto em Campo de Neve" e "A Volta do Gato Preto".

Em 1969, a casa onde nasceu Veríssimo, é transformada em Museu. Sua obra "Música ao Longe", recebeu o Prêmio Machado de Assis e "Caminhos Cruzados", recebeu o Prêmio Graça Aranha. Em 1973, escreveu o primeiro volume da trilogia de sua auto-biografia "Solo de Clarineta", mas não completou o segundo volume. Seu filho Luis Fernando Veríssimo, nascido em 1936 é autor de livros famosos como O Analista de Bagé e Comédia da Vida Privada.

Érico Lopes Veríssimo morreu vítima de enfarte no dia 28 de novembro de 1975.

Obras de Érico Veríssimo
Fantoche, contos, 1932
Clarissa, ficção, 1933
Caminhos Cruzados, ficção, 1935
Música ao Longe, ficção, 1935
A Vida de Joana D'Arc, biografia, 1935
Um Lugar ao Sol, ficção, 1936
As Aventuras do Avião Vermelho, literatura infantil, 1936
Rosa Maria no Castelo Encantado, literatura infantil, 1936
Os Três Porquinhos, literatura infantil, 1936
Meu ABC, literatura infantil, 1936
As Aventuras de Tibicuera, romance didático, 1937
O Urso com Música na Barriga, 1938
Olhai os Lírios do Campo, ficção, 1938
A Vida do Elefante Basílio, 1939
Outra Vez os Três Porquinhos, 1939
Viagem à Aurora do Mundo, 1939
Aventuras no Mundo da Higiene, 1939
Saga, ficção, 1940
Gato Preto em Campo de Neve, impressões de viagem, 1941
As Mãos de Meu Filho, contos, 1942
O Resto é Silencio, ficção, 1942
A Volta do Gato Preto, impressões de viagem, 1946
O Tempo e o Vento I, O Continente, 1948
O Tempo e o Vento II, O Retrato, 1951
Noite, novela, 1954
Gente e Bichos, 1956
O Ataque, novelas, 1959
O Tempo e o Vento III, O Arquipélago, 1961
O Senhor Embaixador, 1965
O Prisioneiro, 1967
Israel em Abril, 1969
Incidente em Antares, 1971
Solo de Clarineta, memórias, vol.I, 1973; Vol.II, 1975

Fonte: E-Biografias

Biografia Luis Fernando Veríssimo

Luis Fernando Veríssimo (1936) é escritor brasileiro. Famoso por suas crônicas e contos de humor. É também jornalista, tradutor, roteirista de programas para televisão e músico. É filho do escritor Érico Veríssimo.

Luís Fernando Veríssimo (1936) nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 26 de setembro de 1936. Filho do escritor Érico Veríssimo e de Mafalda Halfen Volpe. Em 1941 sua família foi morar nos Estados Unidos, onde fez o curso primário em São Francisco e Los Angeles. Fez o curso secundário no Roosevelt High School, em Washington. Desenvolveu o gosto pelo Jazz, chegando a ter aulas de saxofone.

Em 1956, de volta ao Brasil, retornou para Porto Alegre, onde começou a trabalhar na Editora Globo, no departamento de arte. Em 1960 passou a integrar o conjunto musical Renato e seu Sexteto. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como tradutor e redator publicitário. Em 1963 casou-se com a carioca Lúcia Helena Massa , com quem teve três filhos.

Em 1967, voltou para Porto Alegre, ingressou no jornal Zero Hora, trabalhando como revisor de textos. A partir de 1969 passou a assinar sua própria coluna diária. No mesmo ano passou a redigir para a agência de publicidade MPM Propaganda.

Entre 1970 e 1975 trabalhou no jornal Folha da Manhã, escrevendo sobre esporte, música, cinema, literatura e política. Seus contos eram sempre bem humorados. Em 1973 publicou "O Popular", uma coletânea de textos já publicados nos jornais onde trabalhava.

Em 1975 retornou ao jornal Zero Hora e passou a escrever para o Jornal do Brasil. Nesse mesmo ano publicou "A Grande Mulher Nua". Em 1979 publica "Ed Mort e Outras Histórias", livro de crônicas, cujo personagem viria a ser um dos mais populares de sua obra. Entre 1980 e 1981 morou em Nova Iorque, época em que escreveu "Traçando Nova Iorque".

Luís Fernando Veríssimo lança em 1981, na Feira do Livro de Porto Alegre, o livro de crônicas "O Analista de Bagé", que se esgotou em dois dias. Entre 1982 e 1989, foi redator semanal, com artigos bem humorados, para a revista Veja. Em 1994 publica "Comédias da Vida Privada", que foi adaptada para minissérie na televisão. Em 1995 passou a integrar o grupo Jazz 6, que lançou os CDs "Agora é Hora" (1997, "Speak Low" (2000), "A Bossa do Jazz" (2003) e "Four" (2006).

Em 2003, seu livro "Clube dos Anjos", na versão em inglês (The Club of Angels), foi escolhido pela New York Public Library, um dos 25 melhores livros do ano. Em 2004 recebeu o Prix Deus Oceans do Festival de Culturas Latinas de Biarritz, França. Recebeu o prêmio Juca Pato e foi considerado o Intelectual do ano pela União Brasileira de Escritores em 1997.

No dia 21 de novembro de 2012, o escritor foi internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, em consequência do agravamento de uma gripe do tipo influenza A. Durante 24 dias de internação, 12 foram passados na UTI. Já recuperado, recebeu alta no dia 14 de dezembro. No dia 3 de janeiro, escreve sua primeira coluna para o jornal Estado de São Paulo.

Obras de Luís Fernando Veríssimo
O Popular, crônicas, 1973
A Grande Mulher Nua, crônicas, 1975
Amor Brasileiro, crônicas, 1977
O Rei do Rock, crônicas, 1978
Ed Mort e Outras Histórias, crônicas, 1979
Sexo na Cabeça, crônicas, 1980
O Analista do Bagé, crônicas, 1981
A Mesa Voadora, crônicas, 1982
Outras do Analista de Bagé, crônicas, 1982
O Gigolô da Palavras, crônicas, 1982
A Velhinha de Taubaté, crônicas, 1983
A Mulher do Silva, crônicas, 1984
A Mãe de Freud, crônicas, 1985
O Marido do Doutor Pompeu, crônicas, 1987
Zoeira, crônicas, 1987
O Jardim do Diabo, romance, 1987
Noites do Bogart, crônicas, 1988
Orgias, crônicas, 1989
Pai Não Entende Nada, crônicas, 1990
Peças Íntimas, crônicas, 1990
O Santinho, crônicas, 1991
Humor Nos Tempos de Collor, crônicas, 1992
O Suicida e o Computador, crônicas, 1992
Comédias da Vida Privada, crônicas, 1994
Comédias da Vida Pública, crônicas, 1995
Novas Comédias da Vida Privada, crônicas, 1997
A Versão dos Afogados, crônicas, 1997
Gula - O Clube dos Anjos, romance, 1998
Aquele Estranho Dia Que Nunca Chega, crônicas, 1999
Histórias Brasileiras de Verão, crônicas, 1999
As Noivas do Grajaú, crônicas, 1999
Todas as Comédias, crônicas, 1999
Festa de Criança, infanto-juvenil, 2000
Comédias Para Se Ler Na Escola, crônicas, 2000
As Mentiras que os Homens Contam, crônicas, 2000
Todas as Histórias do Analista de Bagé, contos, 2002
Banquete Com os Deuses, crônicas, 2002
O Opositor, romance, 2004
A marcha, crônicas, 2004
A Décima Segunda Noite, romance, 2006
Mais Comédias Para Se Ler Na Escola, contos, 2008
Os Espiões, romance, 2009

Biografia Luís de Camões

Luís de Camões (1525-1580) foi poeta português. Autor do poema "Os Lusíadas", uma das obras mais importantes da Literatura portuguesa, que celebra os feitos marítimos e guerreiros de Portugal. É o maior poeta do Classicismo português.

Luís de Camões (1525-1580) nasceu em Coimbra ou Lisboa, não se sabe o local exato nem o ano de seu nascimento, supõe-se por volta de 1525. Filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá e Macedo, ingressa no Exército da Coroa de Portugal e em 1547 embarca como soldado para a África, participa da guerra contra os Ceuta, no Marrocos, onde em combate perde o olho direito.

Em 1552, de volta à Lisboa frequenta tanto os serões da nobreza como as noitadas populares. Numa briga feriu um funcionário real e foi preso. Embarca para a Índia em 1553, onde participa de várias expedições militares. Em 1556 vai para a China, também em várias expedições. Em 1570 volta para Lisboa, já com os manuscritos do poema "Os Lusíadas", que foi publicado em 1572, com a ajuda do rei D. Sebastião.

O poema "Os Lusíadas", funde elementos épicos e líricos e sintetiza as principais marcas do Renascimento português: o humanismo e as expedições ultramarinas. Inspirado em A Eneida de Virgílio, narra fatos heroicos da história de Portugal, em particular a descoberta do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama. No poema, Camões mescla fatos da História Portuguesa a intrigas dos deuses gregos, que procuram ajudar ou atrapalhar o navegador.

Um aspecto que diferencia Os Lusíadas das antigas epopeias clássicas é a presença de episódios líricos, sem nenhuma relação com o tema central que é a viagem de Vasco da Gama. Entre os episódios, destaca-se o assassinato de Inês de Castro, em 1355, pelos ministros do rei D. Afonso IV de Borgonha, pai de D. Pedro, seu amante.

Luís de Camões é o poeta erudito do Renascimento, se inspira em canções ou trovas populares e escreve poesias que lembram as cantigas medievais. Revela em seus poemas uma sensibilidade para os dramas humanos, amorosos ou existenciais. A maior parte da obra lírica de Camões é composta de sonetos e redondilhas, de uma perfeição geométrica, sem abuso de artifícios, tudo parece estar no lugar correto.

No século XVI, em todos os reinos católicos, os livros deveriam ter a aprovação da Inquisição para serem publicados. Isso ocorreu com "Os Lusíadas", conforme texto de frei Bartolomeu, onde comenta as características da obra e ressalva que a presença de deuses pagãos não devem preocupar porque não passa de recurso poético do autor.

Uma das amadas de Camões foi a jovem chinesa Dinamene, que morreu afogada em um naufrágio. Diz a lenda que Camões conseguiu salvar o manuscrito de Os Lusíadas, segurando com uma das mãos e nadando com a outra. Camões escreve vários sonetos lamentando a morte da amada. O mais famoso é "A Saudade do Ser Amado". Camões deixou além de "Os Lusíadas", um conjunto de poesias líricas e as comédias "El-Rei Seleuco", "Filodemo" e "Anfitriões".

Luís Vaz de Camões morre em Lisboa, Portugal, no dia 10 de junho 1580, em absoluta pobreza.

Fonte: E-Biografias

Biografia Pedro Bandeira

Pedro Bandeira (1942) é escritor brasileiro de livros infanto-juvenis. Destacou-se com a obra "A Droga da Obediência". Recebeu, entre outros, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro em 1986, e a Medalha de Honra ao Mérito Bráz Cubas, da cidade de Santos, em maio de 1012.

Pedro Bandeira (1942) nasceu em Santos, São Paulo, em 9 de março de 1942. Estudou o curso primário no Grupo Escolar Visconde de São Leopoldo. O ginásio e o curso científico no Instituto de Educação Canadá. Dedicou-se ao teatro amador, até mudar para a capital, onde estudou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP). Casou-se com Lia, com quem teve três filhos: Rodrigo, Marcelo e Maurício.

Além de professor de Literatura Brasileira e Portuguesa, para o ensino médio, trabalhou em teatro profissional até 1967 como ator, diretor, cenógrafo e com teatro de bonecos. Mas, desde 1962, já trabalhava também na área de jornalismo e publicidade, começando na revista "Última Hora" e depois na "Editora Abril", onde escreveu para diversas revistas e foi convidado a participar de uma coleção de livros infantis.

Em 1972 começou a escrever histórias para crianças, publicadas em revistas e vendidas em bancas de jornal. Em 1983 publica seu primeiro livro "O Dinossauro Que Fazia Au-Au", voltado para as crianças, que fez um grande sucesso. Mas foi com "A Droga da Obediência", voltado para adolescentes, que ele considera seu público alvo, que se consagrou.

Desde 1983, Pedro Bandeira dedicou-se inteiramente à literatura. Ele garante que a experiência em jornais e revistas o ajudaram como escritor, uma vez que o jornalista é obrigado a estar preparado para escrever sobre quase tudo. Ele escrevia para revista de adolescente e para publicações técnicas. Foi aprendendo a criar um estilo para cada público.

Estudou psicologia e educação para entender em que faixa etária a criança acha o pai herói, com qual idade acha ele um idiota e quando está pronta para questionar tudo e todos. "Sem esse conhecimento é impossível criar um personagem com o qual o leitor que você pretende atingir se identifique". A inspiração para cada história, segundo o autor, vinha de livros que leu e nos acontecimentos de sua própria vida.

Criatividade nunca faltou ao santista, mas quando isso acontece, Pedro abre o e-mail de seu computador e começa a ler mensagens e cartas que recebe semanalmente de seus leitores de todo Brasil. "As vezes tiro idéias das cartas porque o conteúdo das mensagens são os mais diversos. Tem quem pede conselho sentimental, outros dizem que não se dão bem com os pais e já recebi até carta de presidiário. Tento responder a todas".

Pedro Bandeira é o autor de Literatura Juvenil mais vendido no Brasil e, como especialista em técnicas especiais de leitura, profere conferências para professores em todo o Brasil.

Obras de Pedro Bandeira
A Baleiazinha;
A Contadora de Histórias;
A Droga da Obediência;
A Droga do Amor;
A Edição da Criançada;
A Formiga e a Pomba;
A Hora da Verdade;
A Marca da Lágrima;
A Onça e o Saci;
A Roupa Nova do Rei;
Agora Estou Sozinha;
Alice no País da Mentira;
Anjo da Morte;
Brincadeira Mortal;
Caras, Carinhas e Caretas;
Cidinha e a Pulga da Cidinha;
Como Conquistar essa Garota;
De Punhos Cerrados;
Desastre na Mata;
Droga de Americana!;
É Proibido Miar;
Eu Quero Ficar com Você;
Gente de Estimação;
Histórias Apaixonadas;
Ideia Solta no Ar;
Mais Respeito Eu Sou Criança;
Mariana;
O Dinossauro Que Fazia Au-Au;
O Guizo do Gato;
O Medo e a Ternura;
O Mistério da Fábrica de Livros;
O Melhor Presente;
O Patinho Feio;
O Poeta e o Cavaleiro;
O Vírus Final;
Obrigado Mamãe;
Pântano de Sangue;
Par de Tênis;
Pequeno Pede Tudo;
Pequeno Polegar;
Pirilim;
Por Enquanto Eu Sou Pequeno;
Prova de Fogo;
Rosa Flor e a Moura Torta;
Um Crime Mais Que Perfeito.

Biografia Chico Xavier

Chico Xavier (1910-2002) foi um médium brasileiro, reconhecido como o maior psicógrafo de todos os tempos. Com 4 anos de idade já via e ouvia os espíritos e conversava com eles. Com 5 anos ficou órfão de mãe e foi entregue aos cuidados da madrinha, que lhe castigava por qualquer motivo. Várias vezes ouviu sua falecida mãe dizer que enviaria um anjo para reunir novamente a família. A segunda esposa de seu pai, Cidália Batista reuniu todos os seus irmãos e ainda teve mais cinco filhos.

Sua personalidade lhe causava vários problemas na escola. Com 17 anos iniciou os estudos do espiritismo e fundou o Centro Espírita Luiz Gonzaga. Iniciou-se na prática da psicografia escrevendo dezessete páginas. Publicou vários livros com mensagens e criou sua fundação para ajudar os pobres. Exerceu várias funções para ajudar no sustento da família e aposentou-se pelo Ministério da Agricultura. Chico personifica o espiritismo no Brasil. Figura popular era procurado por grande número de pessoas que queriam conselhos e contato com entes falecidos. Segundo a Federação Espírita do Brasil Chico Xavier participou de sua primeira reunião espírita em 7 de maio de 1927.

Chico Xavier (1910-2002) nasceu no dia 2 de abril em Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Filho do operário inculto e humilde e da lavadeira Maria João de Deus. O casal teve nove filhos que ficaram órfão de mãe quando Chico tinha cinco anos de idade. Seu pai se viu obrigado a entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas e Chico Xavier ficou aos cuidados de sua madrinha, mulher nervosa que o maltratava cruelmente. Várias vezes ouvia sua falecida mãe dizer que enviaria um anjo para reunir toda a família. A segunda esposa de seu pai, reuniu todos os seus irmãos e ainda teve mais cinco filhos.

A situação era difícil. O salário do chefe da família dava escassamente para o necessário e os meninos precisavam estudar. Foi então que a boa madrasta teve a ideia de fazer uma horta e vender os legumes. Em algumas semanas, o menino já estava na rua com o cesto de verduras. Desta forma, conseguiram melhorar a renda e voltar a frequentar as aulas.

Em janeiro de 1919, com a saída do chefe da casa para o trabalho e das crianças para a escola, a madrasta era obrigada, algumas vezes, a deixar a casa pois precisava buscar lenha. Foi então que a vizinha, se aproveitando da ausência de todos, passou a colher as verduras sem permissão da família. Preocupada a madrasta não querendo ofender a amiga, pediu a Chico Xavier que pedisse um conselho ao espírito de sua mãe. O menino foi ao quintal e rezou como fazia sempre que queria conversar com sua mãe e lhe contou o problema. Sua mãe lhe disse que realmente não deviam brigar com os vizinhos e lhe deu a sugestão de que toda vez que sua madrasta se ausentasse, entregasse a chave de casa a vizinha, para que ela tomasse conta da casa. Dessa forma, a vizinha, responsável pela casa, não tocou mais nas hortaliças.

Passados todos esses problemas, o menino não viu sua genitora com tanta frequência. Mas passou a ter sonhos. À noite, levantava-se agitado e conversava com os espíritos. De manhã, contava as peripécias de pessoas mortas, coisas que ninguém podia compreender. O pai resolveu levá-lo ao vigário de Matozinhos, que, após ouvi-lo, recomendou que o garoto não lesse mais jornais, revistas e livros. Disse-lhe que ninguém volta a conversar depois da morte. O menino chorava nos braços de sua madrasta, criatura piedosa e compreensiva.

Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros. Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebida em sonho, que a seguisse. Precisava aprender a obediência para que Deus um dia lhe concedesse a confiança dos outros. E durante 7 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe.

Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Confessava-se, comungava, comparecia pontualmente a missa e acompanhava as procissões. Levantava cedo para começar as tarefas escolares e em seguida seguia para o serviço da fábrica onde trabalhava de três da tarde, para sair as onze da noite.

Em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o trabalho começava das seis e meia da manhã e seguia até oito da noite. As perturbações noturnas continuaram, depois de dormir, caia em transe profundo. Em 1927 uma de suas irmãs caiu doente. Um casal de espíritas, reunido com familiares da doente, realizaram a primeira sessão espírita que teve lugar em sua casa. Na mesa, dois livros, "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Ouviu da mãe: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros a nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos".

A primeira e única professora de Chico que descobriu sua mediunidade psicográfica foi D. Rosália. Fazia passeios campestres com os alunos que deveriam, no dia seguinte, levar-lhe uma composição, descrevendo o passeio. A de Chico tirava sempre o primeiro lugar. Desconfiada, D. Rosália, um dia, fez o passeio mais cedo e, na volta, pediu que os alunos fizessem a composição em sua presença. Chico, novamente, tira o primeiro lugar, escrevendo uma verdadeira página literária sobre o amanhecer e daí tirando conclusões evangélicas. Rosália mostrou aos amigos íntimos a composição e todos foram unânimes em reconhecer que aquilo, se não fora copiado, era então dos espíritos.

Ao entrar para o funcionalismo público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, começa a demonstrar sua admiração pela natureza. Distante 6 quilômetros da cidade, despertou seu amor pela natureza. Vê em tudo poesia e oração, vida, verdade, luz, beleza e amor. Acima de tudo sente a presença de Deus.

Em 7 maio de 1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo. Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. Em fins de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem frequentado. As reuniões eram realizadas nas segundas e sextas-feiras.

A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público. Seu primeiro livro psicografado foi publicado em 1931. Nesse mesmo ano Chico passou a receber as primeiras poesias de "Parnaso de Além-Túmulo", que foi lançado em julho de 1932. Em 1950, Chico Xavier já havia escrito pela sua psicografia, mais de 50 livros.

Vivia num ritmo constante de atividades mediúnicas, estava conhecidíssimo no Brasil e em vários outros países. Seus livros versavam sobre assuntos filosóficos, científicos e sobretudo, realçando os Evangelhos, escrevendo e traduzindo, de forma clara e precisa, as Lições do Livro da Vida.

Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data, as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã. Deu início a famosa peregrinação. Aos sábados, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", o bondoso médium visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas. Sob a luz das estrelas e de um lampião que seguia a frente, iluminando as escuras ruas da periferia, ia contando fatos de grande beleza espiritual.

A cidade de Uberaba, transformou-se num pólo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil, e até mesmo do exterior, que aqui aportam com o objetivo de conhecer o médium. Aqueles que conhecem a sua vida e a sua obra não medem distâncias para vê-lo. Seu trabalho sempre consistiu na divulgação doutrinária e em tarefas assistenciais, aliadas ao evangélico, prestando esclarecimentos e reconforto aos que o procuravam.

Os direitos autorais de seus livros publicados, são cedidos, gratuitamente, às editoras espíritas ou a quaisquer outras entidades. Chico psicografou 451 livros, reproduzia o que os espíritos lhe transmitiam. Seus livros foram traduzidos para vários países. Psicografou várias cartas de mortos para suas famílias.

Chico morreu no dia 30 de junho, de parada cardíaca, após reclamar de dores no peito e nas costas, segundo sua família. Encontrado morto em seu quarto, na cidade de Uberaba, pelo filho adotivo Eurípedes Humberto.

Biografia Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga (1912-1989) foi músico brasileiro. Sanfoneiro, cantor e compositor, recebeu o título de "Rei do Baião". Foi responsável pela valorização dos ritmos nordestinos, levou o baião, o xote e o xaxado, para todo o país. A música "Asa Branca" feita em parceria com Humberto Teixeira, gravada por Luiz Gonzaga no dia 3 de março de 1947, virou hino do nordeste brasileiro.

Luiz Gonzaga (1912-1989) nasceu na Fazenda Caiçara, em Exu, sertão de Pernambuco, no dia 13 de dezembro de 1912. Filho de Januário José dos Santos, o mestre Januário, "sanfoneiro de 8 baixos" e Ana Batista de Jesus. O casal teve oito filhos. Luiz Gonzaga desde menino já tocava sanfona. Aos 13 anos, com dinheiro emprestado compra sua primeira sanfona.

Em 1929, por causa de um namoro, proibido pela família da moça, Luiz Gonzaga foge para a cidade de Crato no Ceará. Em 1930 vai para Fortaleza, onde entra para o exército. Com a Revolução de 30 viaja pelo país. Em 1933, servindo em Minas Gerais, é reprovado num concurso de músico para o exército, passa a ser o corneteiro da tropa. Tem aulas de sanfona com o soldado Domingos Ambrósio.

Luiz Gonzaga deixa o exército, depois de nove anos sem dar notícias à família. Foi para o Rio de Janeiro e passou a se apresentar em bares, cabarés e programas de calouros. Em 1940 participa do programa de Calouros da Rádio Tupi e ganha o primeiro lugar, com a música "Vira e Mexe".

Tocando como sanfoneiro da dupla Genésio Arruda e Januário, é descoberto e levado pela gravadora RCA Vitor, a gravar seu primeiro disco. O sucesso foi rápido, vários outro discos foram gravados, mas só em 11 de abril de 1945 grava seu primeiro disco como sanfoneiro e cantor, com a música "Dança Mariquinha". Em 23 de setembro nasce seu filho Gonzaguinha, fruto do relacionamento com a cantora Odaléia Guedes. Nesse mesmo ano conhece o parceiro Humberto Teixeira.

Depois de 16 anos Luiz volta para sua terra natal. Vai ao Recife e se apresenta em vários programas de rádio. Em 1947 grava "Asa Branca", feita em parceria com Humberto Teixeira. Em 1948 casa-se com a cantora Helena Cavalcanti. Em 1949 leva sua família para morar no Rio de Janeiro. As parcerias com Humberto Teixeira e com Zédantas rendeu muitas músicas. Gonzaga e seu conjunto se apresentam em várias partes do país.

Em 1980, Luiz Gonzaga canta para o Papa Paulo II, em Fortaleza. Canta em París a convite da cantora amazonense Nazaré Pereira. Recebe o prêmio Nipper de ouro e dois discos de ouro pelo disco "Sanfoneiro Macho". Em 1988 se separa de Helena e assume o relacionamento com Edelzita Rabelo.

Luiz Gonzaga é internado no Recife, no Hospital Santa Joana, no dia 21 de junho de 1989, e no dia 2 de agosto falece.

Em 2012, se comemora 100 anos do nascimento de Luiz Gonzaga. É lançado o filme "De Pai Para Filho", narrando a relação entre Gonzaga e Gonzaguinha. O artista recebe várias homenagens em todo o país.

Sucessos de Luiz Gonzaga
Asa Branca
Luar do Sertão
Súplica Cearense
A Feira de Caruaru
No Meu pé de Serra
A Triste Partida
Assum Preto
Olha Pró Céu
Balance Eu
Paraíba
Pau de Arara
Cintura Fina
Danado de Bom
Riacho do Navio
Xote das Meninas
No Ceará Não Tem Disso Não
Numa Sala de Reboco
Respeita Januário
Pagode Russo
Último Pau de Arara
O Fole Roncou
Zé Matuto
Dezessete e Setecentos
Dança Mariquinha
Baião de Dois
ABC do Sertão